Sunday, October 28, 2007

CONSELHO DIOCESANO 2007

No passado dia 21 de Outubro, cerca de 56 pessoas, vindas de 13 Equipas-Base da Acção Católica Rural da Diocese do Porto reuniram-se na Casa Diocesana de Vilar, para participarem no Conselho Diocesano Anual.
Como sempre, o dia começou com a Oração da Manhã, através da intervenção espontânea de algumas pessoas e Invocação do Espírito Santo.
Depois de uma rápida verificação dos presentes, foi relembrada a importância do Conselho Diocesano, enquanto espaço onde cada Equipa-Base pode e deve manifestar as suas opiniões sobre o funcionamento da Diocese, no que toca às actividades realizadas, mas também sobre o próprio funcionamento da Equipa Coordenadora da Diocese.
Finda esta explicação, passou-se ao Diagnóstico da ACR na Diocese, que consistiu num conjunto de questões (propostas pela Equipa Diocesana e respondidas por cada Equipa-Base) de modo a perceber o nível de comunicação, organização e renovação de cada Equipa-Base. Constatou-se que na maioria dos casos se verificava comunicação e organização, mas, por outro lado, não está a haver a necessária renovação. Foi então explicado que a ACR da Diocese do Porto assumiu no Conselho Nacional precisamente, como compromisso, “RENOVAR”, não só no que toca ao nível de rotatividade dos Coordenadores como na angariação de novos elementos e criação de novos grupos, nas Paróquias. Para essa expansão é necessário passar do ‘desejar’ ao ‘sonhar’ pois só assim se poderá assegurar a continuidade deste Movimento.
De seguida, a representante da Equipa Nacional, Raquel Bernardino, recordou a Assembleia de Delegados, realizada em Viseu, de onde saiu o lema “Sonhar, Desenhar e Construir o futuro”, reforçando também a necessidade de mudança, de renovação, salientando que estas acções têm de começar já. E, na sua opinião, o Movimento tem de dar a conhecer as suas actividades, tanto no “Mundo Rural” como nas próprias Paróquias para, desta forma, estimular, cativar e angariar novos elementos.
Foram depois apontados os pontos fortes e fracos do movimento a nível nacional, apurados através do Inquérito realizado às equipas de Base e Diocesanas. Verificou-se que, apesar de haver muito que fazer e muito em que apostar forte (no que toca, nomeadamente, à organização, funcionamento e apoio a algumas Equipas Diocesanas), o movimento tem conseguido realizar boas actividades que têm captado bastantes elementos jovens, o que também é fruto da união e o trabalho que a Equipa Nacional tem demonstrado.
Depois de uma manhã em trabalhos seguiu-se o almoço que além de alimentar serviu também para desanuviar e permitiu um convívio animado e descontraído entre os participantes.
Retomados os trabalhos, escolheram-se os temas a ser tratados no decorrer do próximo ano. Ficou decidido, por maioria, abordar a Ecologia e a Economia, neste caso dando ênfase aos desequilíbrios económicos que se verificam a nível pessoal e familiar. Apresentaram-se ainda as várias actividades que vão decorrer, tanto a nível nacional como diocesano, ao longo do próximo ano, destacando-se pela proximidade o Encontro de natal para Jovens e Adolescentes, a realizar em Singeverga a 9 de Dezembro e o Curso de Novos Líderes, a decorrer nos dias 5 e 6 de Janeiro de 2008, em Albergaria-a-Velha. Por último, foram apresentadas e aprovadas as contas, abordadas as questões de secretaria e foi salientada a importância da divulgação do “Mundo Rural”, a revista do movimento. O Conselho terminou com a Eucaristia, celebrada pelo Padre Rui Santiago. Foi um dia de algum trabalho mas também de muita união, convívio e partilha!
Marta Pinho

Wednesday, October 03, 2007

Eva e Sofia no Campo de Férias dos Adolescentes:

Friday, September 21, 2007

Convívio Diocesano ACR Porto 2007 - 16-Setembro


ACR - Convívio Diocesano no Porto


Foi no passado dia 16 de Setembro que a Casa de Vilar acolheu mais um Convívio Diocesano da ACR do Porto, que contou com a presença de aproximadamente 400 pessoas, entre adolescentes, jovens e Adultos.
À chegada das várias camionetas e veículos particulares, os participantes foram acolhidos num ambiente de muita animação e música!
De seguida, houve um pequeno trabalho de grupo, relativo à actual, constante e progressiva urbanização dos meios rurais. Os grupos reflectiram sobre as consequências desta mudança, apontando aspectos negativos (perderam-se valores como a simplicidade, modéstia, consciência do pecado, equilíbrio social, tradições, diálogo, solidariedade, respeito, espaços verdes), mas também positivos (ganhou-se igualdade, cultura, melhor nível de vida, tecnologia, cidadania). Como conclusão desta reflexão, os grupos ainda apontaram algumas estratégias de acção: Dar o exemplo, gerir o tempo, dinamizar actividades da comunidade cristã, manter a simplicidade, acompanhar a mudança, ser menos egoístas, dialogar, recuperar valores, orar, conviver, organizar caminhadas e festas populares. No final desta reflexão, estas ideias foram projectadas de modo a serem partilhadas e conhecidas por todos.
De seguida, alguns jovens de várias equipas-base presentes juntaram-se para improvisar o grupo coral de modo a animar a Eucaristia, presidida pelo sacerdote Rui Santiago. Seguiu-se o já habitual e tradicional almoço partilhado, que teve lugar na própria Casa de Vilar. No final deste, os Convivas da ACR deslocaram-se para o Cais de Gaia e dividiram-se em grupos para o passeio que ocuparia a tarde. De facto, cada equipa tinha já um trajecto definido e programado. Assim, os vários grupos visitaram duas caves de Vinho do Porto e desfrutaram de um pequeno mas agradável passeio de barco, o “cruzeiro das seis pontes”, no Douro. Foi uma oportunidade para muitos rurais da nossa diocese visitarem “tesouros” de beleza que estavam tão perto e tão desconhecidas da maioria.
Eram 17:30h e o Convívio viu o seu final… Foi, no entanto, um dia de muita animação, alegria, confraternização e partilha entre todos os participantes!

Campo de férias em Singeverga 2007 - jovens



Esta semana de férias, entre 27 de Agosto e 2 de Setembro, teve como tema principal “A Ecologia”.

Começámos por olhar para o nosso Planeta e concluímos que grande parte dos problemas que o afectam actualmente é causada por nós próprios: poluição dos mares, do ar, dos rios… E para termos uma maior noção de que estes problemas são actuais e reais e trarão graves e cataclísmicas consequências, vimos “Uma Verdade Inconveniente”, um filme pensado por Al Gore, ex-candidato à Casa Branca, cuja conclusão achamos ser bastante pertinente: é a de que conhecemos as soluções e dispomos de todos os meios para a resolução eficaz destes problemas. Ainda a propósito de tudo isto, fizemos Revisão de Vida, na qual nos comprometemos reduzir o barulho que fazemos.

De seguida, estivemos a reflectir numa das “doenças” do século: o Consumismo.
De facto, verificámos que todos os dias e a toda a hora somos bombardeados e manipulados pela Publicidade, que nos cria novas necessidades e nos leva a consumir de uma forma fútil, exagerada, inútil e desnecessária. Também neste âmbito fizemos Revisão de Vida, tendo-nos comprometido a não só mudar a nossa atitude face a este problema mas também a sensibilizar e consciencializar as pessoas dos nossos meios que, tal como nós, estão também sujeitas a esta manipulação.

Da Ecologia propriamente dita, passamos à Ecologia Humana, começando por apontar alguns dos nossos “lixos”. Questionamo-nos, entre outros, o porquê da guerra, da fome, da violência, … e qual a nossa atitude face a isto: se adoptamos uma atitude activa ou passiva. Concluímos que, tal como Jesus no deserto, também nós estamos sujeitos a muitas tentações. Mas, e tal como Ele, também nós devemos conseguir resistir-lhes, para que o Mundo se torne mais equitativo e justo. Assim, fomos tentar perceber de que forma nos poderíamos “reciclar”. Falámos em particular numa dessas formas: a Reconciliação. Sem dúvida que este Sacramento é um processo de reciclagem humana, na qual recebemos o perdão de Deus, mas também no qual nos comprometemos a não voltar a falhar, tal como Jesus certa vez “nos” disse: «Vai e não tornes a pecar.».

De seguida, falamos um pouco sobre Maria, “madrinha” do nosso Movimento. Relembramos as passagens da Anunciação e da Visitação. Sobre a primeira, reflectimos e concluímos que Maria foi a “Escolhida” de Deus não por ser rica ou famosa, ou de boa família; de facto, Maria pertencia à classe baixa da época e, portanto, era alguém humilde que considerava não ser “digna” de carregar no seu ventre tão adorável, divina e pura criatura: o Messias.
Acerca da Visitação, fizemos um pequeno trabalho de grupos através do qual concluímos que Maria acreditou, realmente, nas palavras que o Anjo lhe dissera: «E eis que Isabel, Tua parenta, concebeu também um filho na sua velhice…». E Maria não hesitou em visitá-la!...
Claramente que Maria é uma mulher de fé mas também demonstra grande caridade, compaixão e amor pela prima… Assim, também nós devemos ajudar o nosso próximo pois é o maior convite que Deus nos fez e continua a fazer!

Para o fecho da semana, ouvimos e falamos sobre “agricultura ecológica”, que mais não é que toda a agricultura “amiga” do Ambiente. Ouvimos o Carlos Neves falar sobre como se pode fazer esta agricultura em nossas casas. Ele próprio possui uma vacaria na qual trabalha e, por isso, pegou no seu próprio exemplo e explicou-nos as técnicas e métodos que utiliza na sua exploração. De seguida, e de forma a contactarmos, directamente, com a Natureza que nos rodeia, fomos visitar uma vacaria dos Monges de Singeverga, junto ao velho mosteiro onde estávamos alojados.

No último dia, foi a despedida… Fizemos uma celebração da palavra na qual cada um de nós entregou o seu compromisso… De uma maneira geral, o compromisso assumido foi o de darmos a conhecer, em todos os nossos meios, tudo aquilo que aprendemos durante esta semana, ou seja, de mudarmos as nossas atitudes e fazermos com que as pessoas também modifiquem alguns dos seus comportamentos face à Natureza e face aos outros, para um Mundo melhor, mais saudável, mais justo, mais igual…

Monday, August 27, 2007

ACR - Singeverga 2007 - Vídeo "Louvado sejas"


Mais um ano que passou e mais um campo de ferias para adolescentes que se realizou, entre 21 e 25 de Agosto. Foi uma semana sempre com o sorriso bem visível para toda a gente. A alegria, a amizade, o trabalho e a brincadeira estiveram bem presentes durante essa semana.
O campo de férias decorreu mais uma vez no antigo colégio dos monges beneditinos em singeverga.
O tema do nosso campo de férias foi: “ Uma aventura no planeta do amor”. Nesta semana aprendemos a tratar melhor a palavra Amor, o que essa palavra nos diz e o que ela nos quer dizer. Os trabalhos de grupo assim como o plenário foram bastantes enriquecedores, era nessas horas que se debatia o tema e onde cada um tinha oportunidade de dar a sua opinião. Tivemos tempo para fazer um inquérito de rua sobre a novela Morangos com Açúcar e as suas influências nos adolescentes.
Na avaliação do campo de férias, na última noite, os animadores deram asas á imaginação e criaram uma gala “As 7 maravilhas do campo de férias”. Tivemos uma votação dos participantes bem como de toda a equipa da organização. As 7 maravilhas foram eleitas: a oração, os participantes, a equipa da organização, as cozinheiras, os animadores, a hora do desporto e o serão, a nossa querida Ana Irene. Grande parte do trabalho que realizamos nessa semana foi com um total empenhamento da Ana Irene, foram muitas horas de trabalho doadas aos mais novos…
A grande pergunta dessa semana foi: já alguém fez um acto de amor hoje?
Toda a gente decorou a pergunta e foi com ela que regressamos a casa na certeza que todos os dias podemos fazer um acto de amor.

Sunday, April 22, 2007

200 PARTICIOPANTES DO PORTO NO ENCONTRO NACIONAL DE ADOLESCENTES E JOVENS DA ACR EM VIANA

ACR: SONHAR E DESENHAR O FUTURO

Cerca de 200 elementos da ACR, Acção Católica do Porto, na maioria adolescentes e jovens acompanhados por familiares e alguns militantes adultos do movimento, participaram no passado dia 22 de Abril de 2007 no VIII Encontro Nacional de Adolescentes e Jovens da ACR, que se realizou no Centro Pastoral Paulo VI, em Darque , Viana do Castelo. Viana foi a Diocese que este ano acolheu e organizou esta actividade que reuniu oitocentos participantes das diversas dioceses do continente e a Diocese do Funchal.
Os “Meios de Comunicação Social” foram o pano de fundo para o Encontro. A “Internet”, com suas vantagens e perigos foi o sub-tema desenvolvido e apresentado pelos jovens da Diocese do Porto, preocupados em aproveitarem a “rede” sem se deixarem prender na “teia”.
Os meios de Comunicação social são, presentemente, propostos como tema de reflexão e revisão de vida para os grupos da Diocese do Porto, com base num documento preparado pela Diocese do Funchal. Os grupos estarão também empenhados, durante o próximo mês, em responder ao Inquérito que vai preparar as Jornadas Nacionais da ACR, a realizar em 7 e 8 de Julho próximo, de modo a “sonhar e desenhar o futuro” do movimento e do meio rural.

Wednesday, March 14, 2007

PRÓXIMA ACTIVIDADE - RETIRO DIOCESANO 2007

Entre 23 e 25 de Março, vai decorrer na Casa Diocesana de Vilar, no Porto, o Retiro Diocesano da Acção Católica Rural, ACR, da Diocese do Porto.
O Retiro será orientado por D. Serafim Ferreira e Silva, Bispo Emérito de Leiria-Fátima.

Thursday, January 18, 2007

15 PERGUNTAS / 15 RESPOSTAS SOBRE O ABORTO

  • 1 – QUAL A QUESTÃO QUANDO SE FALA DE DESPENALIZAÇÃO DO ABORTO?

    Em 1984 legalizou-se o aborto em Portugal, mas os prazos dessa lei foram alargados em 1997. Nesse ano tornou-se legal abortar por razões de saúde da mãe até às 12 semanas ou até aos 9 meses no caso de perigo de morte ou grave lesão para esta, até às 24 semanas (6 meses) no caso de deficiência do feto, até às 16 semanas no caso de violação. O referendo de 2007 propõe que a mulher possa abortar até às 10 semanas nos hospitais e em clínicas privadas, com os serviços pagos pelos nossos impostos, sem ter que dar qualquer razão (por não estar satisfeita com o sexo do bebé, por exemplo), e inclusivamente contra vontade do pai da criança. De facto, trata-se duma legalização e liberalização do aborto.
  • 2 – MAS QUEREM QUE AS MULHERES QUE ABORTAM VÃO PARA A CADEIA?

    Uma mãe apanhada a roubar pão para um filho com fome não vai presa, precisa é de ajuda, e lá por isso ninguém diz que o roubo deve ser legalizado e feito com a ajuda da polícia. É importante que as pessoas saibam que o aborto é um mal e por isso é punível por lei, mas as penas têm um objectivo pedagógico (colaboração com instituições de solidariedade social, por exemplo), sendo a possibilidade de prisão, tal como no caso do crime de condução sem carta, considerado um último recurso. De facto, há mais de 30 anos que nenhuma mulher vai para a cadeia por ter abortado e a ida a Tribunal (já muito rara) evita-se sem ter que mudar a lei. É mais importante ver quantas vidas uma lei salva...
  • 3 - O BEBÉ TEM ALGUMA PROTECÇÃO LEGAL?

    A sociedade deve considerar que todos, e especialmente os mais fracos e desprotegidos, merecem protecção legal; mesmo na lei de 1984 este era o princípio base, no qual se abriam algumas excepções. A liberalização do aborto muda esse princípio base, como se a sociedade portuguesa dissesse que há seres humanos com direitos de vida ou de morte sobre outros seres humanos, admitindo que o mais forte imponha a sua vontade ao mais fraco sem que este tenha quem o defenda.
  • 4 - DIZEM QUE O FETO AINDA NÃO É PESSOA E POR ISSO NÃO TEM DIREITOS...

    Dentro da mãe não está de certo um animal ou uma planta, está um ser humano em crescimento com todas as suas características em potência desde o momento da concepção. Dependente da mãe, como estará durante muito tempo depois de nascer - pois se deixarmos um bebé no berço sem o alimentarmos ele morre - dependente como muitos doentes ou idosos. Será que por isso estes também não são pessoas, nem têm direitos? É por serem mais frágeis que os bebés, dentro ou fora do seio materno, os doentes e idosos, precisam mais da protecção legal dada por toda a sociedade. Em 1857 o Supremo Tribunal dos EUA decretou por 7 votos contra 2 que os escravos legalmente não eram pessoas e portanto estavam privados de protecção constitucional. Queremos fazer o mesmo aos bebés ainda não nascidos?
  • 5 - E OS PROBLEMAS DA MULHER?...

    A suposta solução dos problemas dum ser humano não pode passar pela morte doutro ser humano. Esse é o erro que está na base de todas as guerras e de toda a violência. A mulher em dificuldade precisa de ajuda positiva para a sua situação. A morte do seu filho será um trauma físico e psicológico que em nada resolve os seus problemas de pobreza, desemprego, falta de informação. Para além disso, a proibição protege a mulher que muitas vezes é fortemente pressionada a abortar contra vontade pelo pai da criança e outros familiares, a quem pode responder que recusa fazer algo proibido por lei. Nos estudos que existem referentes aos países onde o aborto é legal, mais de metade das mulheres que abortaram afirmam que o fizeram obrigadas.
  • 6 – MAS A MULHER NÃO TEM O DIREITO DE USAR LIVREMENTE O SEU CORPO?

    A mulher tem o direito de usar o seu corpo, mas não de dispor do corpo de outro. O bebé não é um apêndice que se quer tirar, é um ser humano único e irrepetível, diferente da mãe e do pai, com um coração que bate desde os 18 dias, com actividade cerebral visível num electroencefalograma desde as 6 semanas, com as características físicas e muitas da sua personalidade futura presentes desde o momento da concepção.
  • 7 - E QUANTO À QUESTÃO DA SAÚDE DA MULHER QUE ABORTA?

    Legal ou ilegal, o aborto representa sempre um risco e um traumatismo físico e psicológico para a mulher. Muitas vezes o aborto é-lhe apresentado como a solução dos seus problemas, e só tarde demais ela vem a descobrir o erro dessa opção. O aborto por sucção ou operação em clínicas e hospitais legais, pode provocar cancro de mama, esterilidade, tendência para aborto espontâneo, infecções que podem levar à histerectomia, depressões e até suicídios. A pílula do dia seguinte é abortiva, e o aborto químico (comprimidos), cujos efeitos sobre a mulher são em grande parte desconhecidos, quadruplica o risco da mulher vir a fazer um aborto cirúrgico. O trauma pós-aborto deixa múltiplas sequelas psicológicas durante anos.
  • 8 - E QUANDO A MULHER NÃO TEM CONDIÇÕES ECONÓMICAS PARA CRIAR UM FILHO?

    Quem somos nós para decidir quem deve viver ou morrer? Para decidir quem será ou não feliz por causa das condições no momento do nascimento? O destino de cada um é uma surpresa, basta ver quantas estrelas milionárias do futebol vieram de bairros de lata. Deviam ter sido abortadas? Uma mãe com dificuldades precisa de ajuda para criar os seus filhos, abortar mantê-la-á na pobreza e na ignorância, o que só leva ao aborto repetido.
  • 9 - MAS TEM QUE SE ACABAR COM O ABORTO CLANDESTINO...

    É verdade, temos mesmo é que acabar com o aborto, que ninguém pense que precisa dele, mas a despenalização não ajuda em nada à sua abolição. Em todos os países, após a despenalização aumentou muito o aborto legal (segundo a Eurostatt, no Reino Unido 733%, por ex.), mas não diminuiu o aborto clandestino, pois a lei não combate as suas causas (quem quer esconder a sua gravidez não a quer revelar no hospital, por exemplo). E após os prazos legais regressa tudo à clandestinidade. A diminuição do aborto passa por medidas reais e positivas de combate às suas causas, e não há melhor forma de ajudar os governos a demitirem-se destas prioridades do que despenalizando o aborto. O que importa é ajudar a ver as situações pelo lado positivo e da solidariedade, e não deixar que muitas mulheres se vejam desesperadamente sós em momentos extremamente difíceis das suas vidas. É preciso que elas saibam que há sempre uma saída que não passa pela morte de ninguém, e que há muitas instituições e pessoas de braços abertos para as ajudarem.
  • 10- A DESPENALIZAÇÃO SERIA SÓ PARA AS MULHERES?

    Não. A despenalização abrange todos: médicos, pessoas com fortes interesses económicos nesta prática, pessoas que induzem ao aborto.... Pessoas que na lei de 1984/97 tinham penas muito mais pesadas que a própria mulher. As leis pró-aborto abrem as portas ao grande negócio das Clínicas Privadas Abortivas e aos acordos para o Estado pagar esses serviços, enquanto os verdadeiros doentes esperam anos para serem atendidos sem terem direito a essas regalias.
  • 11 - MAS A DESPENALIZAÇÃO NÃO OBRIGA NINGUÉM A ABORTAR...

    Está provado que a despenalização torna o aborto mais aceitável na mentalidade geral, e por isso mesmo leva na prática ao aumento do número de abortos. A lei não só reflecte as convicções duma sociedade como também forma essa mesma sociedade. O que é legal passa subtilmente a ser considerado legítimo, quando são duas coisas muito diferentes, foi o que aconteceu com os alemães que em Nuremberga diziam não ter responsabilidades no extermínio dos judeus porque se tinham limitado a cumprir a lei.
  • 12 -PORQUE SE PROPÕEM PRAZOS PARA O ABORTO LEGAL?

    Não há nenhuma razão científica, ética, ou mesmo lógica para qualquer prazo. Ou o bebé é um ser humano e tem sempre direito à vida, ou é considerado uma coisa que faz parte do corpo da mãe e sobre o qual esta tem sempre todos os direitos de propriedade. Os próprios defensores da despenalização sabem que o aborto em si mesmo é um mal e que a lei tem uma função dissuasora necessária, por isso mesmo não pedem a despenalização até aos nove meses. No entanto, é de perguntar porque é que até às 10 semanas mulheres e médicos não fazem mal nenhum, e às 11 semanas passam a ser todos criminosos.
  • 13- SEGUNDO A LEI O PAI DA CRIANÇA TEM ALGUM DIREITO OU DEVER NESTA DECISÃO?

    Não, o homem fica sem nenhuma responsabili- dade, e também sem nenhum direito. A mulher pode abortar o filho dum homem contra a vontade dele. Quando a mulher decide ter a criança a lei exige que o pai, mesmo contra vontade, lhe dê o nome, pensão de alimentos e até acompanhamento pessoal, mas se decide não o ter o pai não pode impedir o aborto - fica excluído na decisão de vida ou de morte do seu próprio filho.
  • 14-O ABORTO É SÓ UM PROBLEMA RELIGIOSO OU ABRANGE OS DIREITOS DO HOMEM?

    O aborto ataca os Direitos do Homem. O direito à Vida é a base de todos os outros. O direito de opção, o direito ao uso livre do corpo, o direito de expressão.. todos os direitos de que usufruímos, só os temos porque estamos vivos, porque nos permitiram e permitem viver. Ao tirarmos a vida às nossas crianças estamos também a roubar-lhes todos os outros direitos. Além disso, a Declaração dos Direitos do Homem explicita que estes são universais, ou seja, são para todos. Porque é que alguns bebés, só porque não são planeados, devem ser excluídos dos direitos de toda a humanidade?!
  • 15-SER CONTRA A DESPENALIZAÇÃO NÃO É SER INTOLERANTE E RADICAL?

    Não, o aborto é que é totalmente intolerante e radical para com a criança, porque a destrói; não lhe dá quaisquer direitos, não lhe dá opção nenhuma. O “Sim” ao aborto tem em conta a posição dum só dos intervenientes, a mulher, pensando erradamente que a ajuda. O “Não” ao aborto obriga-nos a todos, individualmente e como sociedade, a ter em consideração os dois intervenientes. Ao bebé temos de proteger e de permitir viver. À mãe temos de ajudar para que possa criar o seu filho com amor e condições dignas ou para que o possa entregar a quem o faça por ela, através de adopção.

    16 – ENTÃO O QUE É O IDEAL?

    Independentemente das circunstâncias no momento da concepção e das capacidades físicas ou intelectuais dum ser humano, ele deve ter sempre direito à vida. À sociedade e a nós individualmente cabe ajudar cada pessoa, e também as famílias, a viverem as dificuldades da melhor forma, a serem felizes e a aceitarem-se uns aos outros como são. Os pais também não podem decidir eliminar um filho adolescente que num desastre de mota ficou incapacitado, ou um avô que devido à idade perdeu as suas capacidades intelectuais. Vamos construir uma sociedade inclusiva: VAMOS AMAR, ACEITAR E PROTEGER TODOS!